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Adolescências em Paris

January 30th, 2012 general

Dora Bruder, de Patrick Modiano, Ed. Gallimard, 1997 (Folio, 1999, para referências de citações).

Este romance, recomendado pelas Instruções Oficiais de Educação Nacional para as turmas do liceu, é uma esquete por vezes histórica e autobiográfica.

O narrador parte sobre os traços de uma jovem adolescente judia, perdida em dezembro de 1941 no 18º departamento de Paris, durante a ocupação alemã. Ela efetua uma fugam desaparece e seus pais colocam um pequeno anúncio no jornal, antes de desaparecerem também. Mas a partir das primeiras páginas, a pesquisa histórica sobrepõe-se à uma busca de identidade do próprio narrador. ” Eu estava neste bairro no inverno de 1965. […] Caia a noite por volta das seis horas, no cruzamento do boulevard Ornano e da rua Championnet. Eu não era nada, eu confundia-me com este crepúsculo, com estas ruas.” (p.8). Vários pontos em comuns aproximam-no, progressivamente, de Dora.  Ele é de origem judia, foge em Paris, seu pai embarca em uma caminhonete policial dita “panier à salade“, como provavelmente Dora, etc…

Assim, o destino dos judeus, sobre a ocupação, que é descoberta concretamente sobre uma investigação completa de informações precisas e verificáveis, nós seguimos com emoção o destino caótico e trágico de Dora e de seus pais que se perdem nas ruas, nos prédios, nos campos… onde esta família imigrante termina por desaparecer, pobre, amada e unida.

As andanças do narrador são diferentes, pois a guerra terminou e ele é filho de um casal desunido, marginal, muito pouco atencioso à sua educação: o pai, ausente, aparece como um pouco vadio e a mãe, comediante, pensa mais em sua carreira do que em seu filho. Sentindo-se abandonada, o jovem menino foge e as ruas de Paris são as testemunhas de sua desafeição familiar.

Este romance reúne, portanto, dois temas favoritos do autor: a Segunda Guerra Mundial e sua própria identidade em construção. Mas, ele também fala sobre o trabalho de escritor e suas referências culturais. Como a Cosette de Victor Hugo, em Les Misérables, Dora e colocada em um abrigo, em um pensionato religioso (p.51). Dora pode ter visto o filme Premier rendez-vous que fala de uma figa e de um encontro amoroso (p.79-80) e os rostos reabilitados são os mesmos dos Cartazes Vermelhos, triste lembrança do trabalho Manoukian. O imaginário fantástico de Edgar Poe habita a Paris de Modiano : ” A prefeitura de polícia da ocupação não passa de uma grande caserna espectral às margens do Seine. Ela aparece-nos no momento onde nós evocamos o passado, um pouco como a casa Usher. » (p.83)

Enfim, este livro é escrito em uma língua simples, forte e moderna. Ele é relativamente curto. E eu achei muito emocionante, pois ele traz camadas sobrepostas e frequentementes confundidas na memória de um homem, de uma cidade, de uma nação, de um povo.

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