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As cores da Côte d’Azur: O Amarelo!

Como prometido, nós continuamos nossa série de artigos sobre as cores, aprensentando a Côte d’Azur , Certos de que se vocês vier aprender francês em Nice você terá a possibilidade de ”tocar” estas cores e vê-las em comunhão com as diferentes paisagens. E para aqueles que esperam mais, a Azul culture te aproxima ainda mais da Riviera.

Hoje nós convidamos o amarelo. E nós o apresentamos com palavras que pegamos emprestadas dp magnífico livro editado pelas edições Gilletta e você pode encontrá-los aqui .

 

AMARELO, OURO E LARANJA Dourada, luminosa, calorosa, a cor amarela é associada imediatamente ao sol, amarelo pálido ao nascer do sol e acobreado no pôr do sol. O amarelo ouro evoca as ondulações louras dos campos de trigo, o brilho dos girassóis, a alegria dos pingos de mimosa no inverno mediterrâneo, o sabor do limão de casca espessa, a exuberância do ouro barroco.

Na cozinha niçoise, o amarelo crocante e doura a polenta, la socca e as roscas. Açafrão, castanha ou castanho, o laranja sugere às laranjas de Sevilha e frutas cristalizadas requintadas, as especiarias, as abóboras e as cabaças secas no inverno, as fachadas niçoises e mentonnaises. No interior do país, o amarelo, o ouro e o laranja evocam o verão indiano.

Quando o orvalho da manhã evapora sob as videiras vermelhas, os álamos bronzeados fixos sobre carvalhos trufados e figueiras que formam um arco âmbar nas estradas.

“O sol aqui não é apenas um simples fenômeno de iluminação, é um mito de beleza, um repouso de harmonia, uma incomparável roupa em que a natureza se veste. Longe de descolorir objetos, ele exalta as tintas, contém um paradoxismo: ele favorisa a arte do pintor, autorisa todos os excessos da cor.”

(Maurice Denis.)

OS CACHOS DO SOL DE INVERNO

De dezembro a março, os luminos e minúsculos de ouro de mimosa brilham por milhares de jardins do litoral, sob o profundo céu azul; um perfume inebriante envolve sua leve folhagem.  Acima de Mandelieu-la-Napoule, o maciço de Tanneron acolhe uma das maiores florestas de mimosas da Europa. Por volta de vinte variedades são cultivadas; o Gaulês, pequena árvore resistente ao frio, tem um belo porte e uma floração excepcional de enxofre amarelo, em Fevereiro-Março ; o mirandol floresce à partir do fim do mês de dezembro; rústica e mais delicada, a chenille, mais frágil. Originária na Austrália, a mimosa é descendente da grande família das acácias.

Apareceu às margens mediterrâneas na segunda metade do século XIX, graças aos ingleses vindos do continente australiano, ela climatizou-se perfeitamente ao Midi da França. Antes de expandir-se pelo mundo inteiro, a mimosa é objeto de todos os cuidados. Colhida ainda verde ou em botões sob a árvore, seus ramos são colocados em uma estufa, para acelerar artificialmente sua floração. Em um local fechado, aquecido a 22° e úmido com ajuda de jatos, os “pompons” florescem em quarenta horas.

Este procediemnto hidrata o interior da mimosa, impede que resseque e permite que dure mais tempo. Uma vez selecionada, é colocada em sachês herméticos e dispostas em formas de buquês. Todo inverno, o retorno das mimosas-sol na Côte d’Azur dá o tom dos corsos, desfiles e batalhas de flores organizadas em sua homenagem. Na perfumaria, a flor dá uma essência volátil, de difícil conservação.

AMARELO CÍTRICO

Em Menton, a terra é amarelo cítrico e os jardins exalam perfumes. Raspas perfumadas, polpa saborosa, o limão é inseparável da cozinha mediterrânea. Ele cozinha o peixe e os frutos do mar, impede que frutas e legumes escureçam ao ar livre.

Pobre em calorias e rico em vitaminas, é bastante utilizado em sobremesas cítricas. O limão é cultivado em Menton desde o século XV. A partir de 1683, uma lei regulamentou seu cultivo e a venda dos frutos.

Um “ministro da saúde” foi nomeado, com o objetivo de vigiar o tratamento dos limões destinados à exportação. O produtor conheceu a época de ouro no século XIX, quando o limão tornou-se a atividade dominante da cidade. Seu comércio floresceus: trinta e cinco milhões de limões eram exportados por ano para a Inglaterra, Alemanha, Rússia e América do Norte.

Os cítricos são entrepostos em grandes salas, em seguida ordenados e classificados com aneis. A colocação em caixas se dá de acordo com a destinação: as caixas “lyonnaises” quinhentas frutas, destinadas à França; as caixas “flandrines” de quatrocentas, para o Norte da Europa; as caixas “messinoises”, de trezentas e sessenta, para os Estados Unidos.

Mas seu congelamento, a falta de evolução das técnicas, os métodos arcaicos, a divisão de áreas cultiváveis e a venda das terras agrícolas com o objetivo de contrução das cidades e de palácios, assinalam o declíneo da produção em meados do século XIX.

Face aos preços competitivos dos produtos estrangeiros, Menton preferiu a Itália e a Espanha. As três variedades de limão cultivadas no local são ”bignettes”, que produzem frutos de casca lisa e fina, muito suculentos; os “sériesqués“, de casca grossa e lisa, e os “bullotins”, maiores e mais raros, recobertos por uma casca espessa e rugosa.

A árvore produz o ano todo e a colheita é feita várias vezes para facilitar a maturação dos próximos frutos. Os limões da primeira floração são colhidos de outubro a fevereiro, estes da segunda floração, em março; a terceira colheita acontece no verão.

Todos os anos, em fevereiro, Menton festeja o limão 15 dias durante a fanfarra, os espetáculos, máscaras e corsos. Uma tradição que remonta ao ano de 1929, quando um hoteleiro teve a ideia de organizar, para distrair sua clientela internacional, uma exposição de flores e cítricos nos jardins do hotel Riviera.

Face ao sucesso encontrado, a festa foi para a rua no ano seguinte. Desde então, os carros esculpidos com laranjas e limões desfilam na ”promenade du Soleil”, e os jardins Biovès enfeitam-se com motivos compostos por cítricos e flores.

 

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