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As cores da Côte d’Azur: O verde!

May 31st, 2012 general

Hoje, nós convidamos  o Verde . E nós o fazemos com algumas palavras que tomamos emprestado do livro magnífico chamado “As cores da côte d’Azur” editado pelas edições Gilletta,  que você pode encontrar aqui .

VERDE Sob a  Côte d’Azur, o verde da primavera brinca de esconde-esconde entre as paisagens e entre mil e um jardins, sonhos dos botânicos. Vivo, cru, suave, amendoado ou oliva, o verde nasces sob os terraços nas das colinas. Os pinheiro do Alepo e os pinheiros manso dansam sob  as margens do mediterrâneo;  os carvalhos verdes, as figueiras, as olivas verdes moeda e as sombras das castanheiras se aproximando da terra seca de seus troncos nodosos; arbustos, charnecas, juniperos e aroeiras desenham um mosaico vegetal no seio do Maqui.

O verde perfuma as colinas de tomilho e de oregano, cebolinha e as afiadas pontas espinhosas dos agaves e das yuccas, vestem com frescor a salada de mesclun. O verde vivo envolve as exuberantes palmeiras, os lírios de água e as folhas do ginkgo biloba; un verde efêmero recobre os campos de trigo e de centeio. Nos desfiladeiros de Verdon, o rio desenrola un laço de esmeralda; sob as persianas entre abertas das casas niçoises, o verde é suave como um cochilo.

“Nada de mais romantico que a mistura desses rochedos e desses abismos, dessas águas verdes e dessas sombras roxas, desse céu parecido com o mar homérico e desse vento que fala com a voz dos deuses mortos…” (Jean Giono, Provence, 1959.)

PERFUMES DE OLIVAS

As folhas da oliveira brilham, doce verde na primavera, cinza prateado no calor do verão. Seus frutos nascem verde oliva antes de escurecer com a idade. Só em dezembro que colheram as olivas destinadas aos muinhos, de onde tiraram um óleo de um amarelo-esverdiado dourado, fabuloso néctar com toques doces, encorpados ou frutados.

A oliveira afunda as suas raízes nas encostas ensolaradas. De crescimento lento, é produtiva a cada dois anos a partir da idade de cinco anos e pode ser várias vezes centenária.  Nas usinas, embora os materiais sejam modernizados, o óleo de oliva é extraído  como no tempo dos romanos.

Uma dezenas de variedades são cultivadas no interior de Nice e de Var, entre as quais  aglandau,  bouteillan, cayon, salonenque,  cayet-roux,  brun, ribier. “Em Sainte-Catherine, em 25 novembro, o óleo é dentro do fruto”, diz um provérbio. Quanto mais a maturação das olivas são prolongadas, mais o fruto contém o óleo.   Selecionados manualmente ou arrecadou em ramos, entre novembro e janeiro, as olivas são separadas de suas folhas e impurezas, lavadas em água fria, em seguida, são esmagadas com seu núcleo por pesadas molas de pedra.

A pasta obtida é amassada e então é colocada dentro de esteiras transadas de fibras naturais ou nylon. Empilhadas umas sob as outras, esses bolos redondos cheios de olivas são emprensados, deixando escorrer uma mistura de óleo e água que são separados por decantação natural ou centrifugação.

5 kg de olivas são necessárias para extrair um litro de óleo. A qualificação “extra virgem” é dada ao óleo execelente, cuja quatidade de ácido oleoso é no máximo de uma grama por 100 gramas; a porcentagem para o óleo “virgem ou fino” é inferior a duas gramas e o “virgem” a três gramas.  Com o alho, o limão, o cominho e o  alecrim, o óleo de oliva é o elemento indispensável da culinária provençal. Uma vez cuzido, suas qualidades são preservadas, pois elas resistem melhor às altas temperaturas que os óleos de grãos. Segundo a terra e a variedade escolhida, o azeite de oliva adquire aromas de alcachofra, maçã, amêndoas frescas, frutas vermelhas ou toranja.

PALMEIRA FENIX

A silhueta  delgada da palmeira enfatiza as margens do mar, ganha as praças, formando uma longa fita verde o longo das avenidas da cidade da Côte d’Azur.  Relatadas desde as longas expedições nos trópicos pelos exploradores e botânicos, as primeiras sementes desta árvore ou palmeiras monocotiledôneas grama foram plantadas em Hyères-les- Palmiers no ano de 1840.

No ínicio do século XX, mais de um milhão de palmeiras foram espalhadas por toda Europa. O gelo e a crise econômica de 1929 colocaram um fim a essa atividade. Hoje, quase sete mil palmeiras ainda existem em Hyères.  Entre as três mil espécies identificadas ao redor do mundo, umas vinte são adaptadas na Côte d’Azur.

A mais velha e a mais  disseminada é a Fenix ou palmeira anã. Encontramos igualmente a Phoenix dactylifera ou palmier-dattier, com o tronco liso; a Washingtonia filifera, le Jubea spectabilis ou ainda a Chaemaerops humilis. Hyères é o primeiro exportador europeu de palmeiras.

TODOS OS JARDINS DO MUNDO

Transbodando o verde suave, cru ou brilhante, o verde esmeralda ou  verde jade, desfrutando de um maravilhoso clima ensolarado e quente, os jardins são a herança do mais espetacular da região. Antigos mais de um século e meio, eles são a mémoria desses ricos ociosos em busca de exotismo que inventaram jardins excepcionais, desses aventureiros-botânicos de dois séculos atrás que trouxeram plantas de terras distantes, adaptadas com sucesso na costa do Mediterrâneo.

Jardins de inspiração inglesa, francesa ou italiana, jardins japoneses ou medievais, a Côte d’Azur oferece uma volta ou mundo botânica. Majestosos e, as vezes, exuberantes, os eucaliptos, as palmeiras, as figueiras de Barbarie prosperaram ao lado dos, ciprestes pistache, alfarrobeiras e zimbros.

Protegidos dos ventos fortes e frios pelas altas colinas, os jardins de Menton, se beneficiam de um um microclima excepcional, oferecendo uma paleta notável de plantas raras. Cicadáceas, strelitzias, bananeiras e dracenas povoam o jardim da branca cidade Maria Serena ; datura, yuccas, coqueiros do Chile, bambu, eucalipto, papiro, e os raros Sophora toromiro, árvore mítica da Ilha de Páscoa, enfeitam o jardim de Val Rahmeh; no jardim da Serre de la Madone, como os jardins da Itália e França, pulsam  figueiros, videiras e nolinas de Oregon; uma viagem ao Mediterrâneo começa no Jardim das Colombières, imaginada pelo romancista Ferdinand Bac.

Em Nice, o parque Phoenix recria uma porção de jardins temáticos, onde florecem suculentas palmeiras, bambus e  flores provençais; na imensa serra visinha do Diamente verde, onde a floresta ao lado mistura todos os tons de verde.

UMA FAIXA TURQUESA

As águas verde esmeralda doVerdon serpeiteiam o fundo de um desfiladeiro espetacular, uma fractura geológica escancarada, onde as vertiginosas paredes minerais podem atingir  setecentos metros de altura.   Verdon desce duzentos quilómetros desde sua fonte, situada perto do Col d’Allos, a 2.150 metros de altitude, antes de chegar a se jogar no Durance. Entre Castellane e Moustiers-Sainte-Marie, ele corre cerca de vinte quilômetros no coração de uma enorme fissura esculpida na pedra calcária. Nada menos que cinco barragens domam suas águas furiosas.

Suas gargantas impressionantes são acessíveis graças ao espeleologista francês Édouard-Alfred Martel. Em 1905, encarregado de um estudo em Verdon, ele conseguiu, em quatro dias, a façanha de realizar uma descida completa do desfiladeiro, com condições, constatamente, perigosas, acompanhado de Armand Janet, Isidore Blanc, Louis Armand e alguns habitantes de Rougon. Até então, somente intrépidos madeireirose caçadores   aventuraram-se a descer as gargantas, protegido por cordas rudimentares.

Hoje, a trilha  Martel –  adaptada até o fundo pelo Touring-Club de France, nos anos 30 – é percorrida por vários andarilhos equipados, enquanto que os “homens-aranha” se agarram às paredes suspensos por alguns fios. Na saída das gargantas, o imenso lago artificial de Saite-Croix se desdobra em um lençol turquesa de dois mil hectares, sintilante ao sol, com uma cor e uma luminisidade incomparáveis. Situado entre colinas verdejantes, que dominam o planatal de Valensole, reinado da lavanda, ele pertubou o meio ambiente, quando foi preenchido com água, em 1974, varrendo a planície agrícola e engolindo a aldeia de Sallessur- Verdon, que foi reconstruída em um lugar mais alto.

E para você, quais são as cores que definem melhor  côte d’Azur ?

 

 

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